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FLASHES

O flash sempre aparece na lista de compras quando se pensa em um kit básico em fotografia.  A indústria de flashes mudou bastante nos últimos 30 anos, muito mais pelo avanço da tecnologia de uma forma geral do que especificamente pela chegada da tecnologia digital à  fotografia.

Vou colocar aqui informações que deverão ajudar ao leitor no momento de escolher um flash para sua câmera.  Estas informações são genéricas, comuns à qualquer tipo de flash independente de sua marca.  É bom lembrar que estamos falando de “Flash Dedicado” , aqueles que se acoplam à câmera sobre o prisma e não “Flashes de Estúdio” , que funcionam de forma totalmente diferente.

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Modos:

Os flashes podem funcionar em três modos diferentes: Manual, Automático e TTL (Through The Lenses = Através Das Lentes) .

No sistema Manual o flash dispara sempre a mesma potência de luz.  Em muitos modelos é possível regular esta potência em frações: 1/2, 1/4, 1/8… .  A potência escolhida será fixa e o controle do diafragma será definido de acordo com a distância entre o  fotógrafo e o elemento em primeiro plano.

O sistema Automático, como o nome já diz, permite ao  fotógrafo determinar um ISO e um diafragma para trabalhar.  Esta informação é inserida no flash manualmente.  Na parte frontal do flash, há uma fotocélula que mede a potência do disparo em tempo real, controlando para que a intensidade da luz seja suficiente para aquele ISO e Diafragma.

O terceiro sistema,  o TTL, funciona de forma semelhante ao Automático, porém as configurações do flash são copiadas da câmera.  Se voce alterar o ISO da câmera, o flash fará o mesmo.  Se alterar o diafragma, o flash será avisado.  A medição da luz é feita através das lentes com um curto flash antes da foto.  No momento real da foto, o flash é disparado com a potência correta.  Se checarmos a área onde o flash se encaixa na câmera, veremos que cada fabricante tem pontos de contato posicionados em diferentes áreas.  Através destes pontos de contato é que ocorre a transmissão de informações entre câmera e flash.   Se comprarmos um flash do mesmo fabricante que a câmera, não há com o que se preocupar pois os contatos serão compatíveis.  Caso se compre uma marca genérica (recomendo sempre Metz ou Sunpak) , certifique-se que é para a mesma marca da sua câmera.

Contato de flash da Canon:

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Contato de Flash da Nikon:

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Hoje em dia, quase todos os modelos de flash possuem pelo menos dois modos de trabalho, M e TTL.  O Automático começou à sair do mercado com a chegada do TTL e o barateamento desta tecnologia, mas ainda é oferecido em muitos modelos.

Muitas marcas criam modos “alternativos exclusivos” (eTTL, iTTL…) .  Como a variedade é grande, recomendo a leitura dos respectivos manuais de instrução para se informar sobre as diferenças de cada um.

Potência:

A unidade de medida de potência de flashes dedicados é o “Número Guia” , ou “GN” (Guide Number) .   Considero os GN’s  30-40 uma referência para flashes de potência mediana. Quando passa de GN 50, considero o flash potente enquanto abaixo de 30 já seria um flash fraco.

É sempre bom saber  o que este número realmente representa.  O Número Guia é calculado com ISO 100 e é utilizado da seguinte forma:  divida o GN  pela distância entre o flash e o objeto em primeiro plano à ser iluminado.  O resultado será o diafragma correto à ser utilizado.  Assim sendo, se tenho um flash GN 40 e estou à 10 metros do primeiro plano, utilizarei f 4.0!  Estando à 5 metros, f 8.  Com este cálculo temos uma idéia do alcance de cada flash.  É importante notar que, estando nos EUA, um flash pode ser anunciado com um GN mais alto que o mesmo modelo vendido em outros países.  No caso dos EUA, o GN é para se dividido por “Pés” (01 Pé = 30,48 cm) , daí o número maior.

Aqui vemos a tabela para configuração manual de um flash com GN 20.  Para checar o GN exato, basta buscar a linha de ASA 100, encontrar o diafragma e multiplicar pela distância no alto da coluna acima do mesmo f stop.

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Bateria Externa:

Para aqueles que necessitam de potência e rapidez recomendo a compra de uma bateria externa.  Estas baterias fornecem energia de uma forma que permite uma recarga muito rápida do flash, além de um tempo bem mais longo sem a necessidade de troca.  Um ponto importante na escolha da bateria é que ela seja compatível com a voltagem do flash.  No mercado em geral, temos flashes que funcionam com quatro pilhas (6 Volts) e seis pilhas (9 Volts) , escolher a bateria errada causará problemas no flash, quando não a perda do mesmo.  Ao comprar a bateria, deve-se comprar também um cabo de alimentação específico para o modelo de flash com o qual será utilizado.

Algumas baterias externas da  Quantum Instruments:

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