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O Estúdio.

http://www.go-studios.com

Montando um Estúdio

Em algum momento de sua carreira, muito provavelmente, um fotógrafo questionará a necessidade de um estúdio.   Muitas vezes, ao se chegar à este momento, o fotógrafo não sabe exatamente como montá-lo e o que realmente necessita, seja no que diz respeito à espaço, seja no que se refere à equipamento.  Se o profissional fotografa objetos pequenos como jóias, suas necessidades serão diferentes daquele que fotografa carros e do outro que fotografa sapatos.   Não existe uma definição única de como um estúdio deve ser, já que isto varia de acordo com o trabalho de cada fotógrafo.   Podemos chegar à um consenso no que diz respeito à um estúdio “genérico” ,  considerando-se um estúdio “genérico” aquele estúdio onde podemos fotografar uma pessoa de corpo inteiro em um fundo iluminado.  Um estúdio deste porte serve tanto àquele que fotografa pessoas como àquele que fotografa pequenos objetos.

 

Área:

Estudio

Um bom estúdio , em minha opinião, deveria ter pelo menos 50 m2, com medidas de 10 m x 5 m.    Os rolos de papel para fundo-infinito de estúdio medem 2,70 m de largura, sendo esta uma medida padrão entre a maioria dos fabricantes.  Ao iluminarmos o fundo, devemos colocar os tripés com as luzes fora da área do papel destinada ao modelo, o que nos faz acrescentar mais um metro de cada lado e arredondar para 5 metros a largura do estúdio.   O (a) modelo deve estar distante do fundo por algumas razões:

– deve haver uma curvatura do fundo entre a parede e o piso.   O posicionamento do flash em relação a um fundo-infinito com pouca curvatura causa uma mancha mais escura na parte inferior do mesmo, uma vez que a luz chega naquela área do canto com menos potência uma vez que a distância entre o canto (90º) e a flash é maior que das paredes até o flash.

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Como vemos na imagem acima, o fundo-infinito, quando bem construido, deixa a iluminação do fundo homogênea, pois a luz gerada pelo flash chega aos pontos X com a mesma intensidade.  Caso não houvesse um fundo-infinito, a luz do flash chegaria até o ponto Y com menos intensidade, causando uma “faixa” mais escura atras do (a) modelo no primeiro plano.

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Um estúdio com fundo-infinito na parte inferior e superior

 

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Fundo-infinito construído em angulo

 

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 Estúdio com fundo removível

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Como vemos na imagem acima, os biombos/tapadeiras são utilizados para separar a iluminação entre  primeiro e  segundo plano.

– deve haver uma distância de aproximadamente 4-5 metros entre o (a) modelo e o fundo de forma que possamos controlar a luz do primeiro e do segundo plano de forma independente, sem que uma seja afetada pela outra.

– Levando em consideração um profissional trabalhando com uma câmera full-frame e uma lente 100 mm, ele deverá estar a aproximadamente 5 metros da modelo, totalizando dez metros de distância e cinco de largura.

Não se deve esquecer do pé-direito de pelo menos 3,50 m, caso haja necessidade de se posicionar flashes sobre o (a) modelo.

Esta seria a área de trabalho durante a execução de fotos.  Logicamente, cada profissional deve adequar seu espaço à sua área de mercado.  Um fotógrafo de gastronomia deve possuir um cozinha equipada próxima à área de execução, assim como  fotógrafos de recém-nascidos necessitam de um estúdio climatizado e silencioso.

Coloco aqui os links de alguns estúdios de aluguel no Rio e no exterior, para dar uma idéia do espaço e sua utilização.

http://www.studio188.com.br/

http://studiodocais.com.br/

http://hudsonstudios.com/

http://www.go-studios.com/

http://www.beelectric.tv/

CARTÕES DE MEMÓRIA

?????????????????????????????????????????????????????????Antes de entrar nos detalhes de cada tipo de cartão, algumas informações genéricas:

Evite apagar as imagens separadamente na câmera ou utilizando o computador.  Busque sempre a formatação feita na própria câmera.  Isso ajudará à manter a “saúde” do cartão.  Caso apague uma imagem por engano, troque de cartão imediatamente e busque algum programa de recuperação de dados como:

http://www.prosofteng.com/products/data_rescue.php
http://www.datarescue.com/photorescue/v3/
http://www.cardrescue.com

Marcas:

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Existem diversas marcas pelo mercado.  As mais populares no momento são Sandisk e Lexar.  A Sandisk, segundo o que pesquisei, tem alguns modelos fabricados de acôrdo com algumas especificações da Nikon, melhorando o desempenho nesta marca.  A Lexar, até pouco tempo atrás, oferecia um serviço gratuito de recuperação de dados onde bastava enviar o cartão para a fábrica, onde fariam a recuperação e o enviariam de volta com as imagens recuperadas em um DVD .  Vale à pena checar a extensão deste serviço em termos de área geográfica, tipo de cartão e etc.

 

Velocidade:

Existem diferentes formas de se  exibir a velocidade de cada cartão.   Uma mostra “10x” , “40x” , “600x” e por aí vai!  Outra  utiliza uma unidade de “2MBPS” , “20 MBPS” … .  O “MBPS” significa “MegaBytes Por Segundo” .  Uma terceira categoriza o cartão por “Classe” .

O sistema que mostra um multiplicador (“10x” , “20x” …) faz com que todos se perguntem: “20x o quê?” .  O fator “1x” se refere a 150 kbps, que foi herdado como referência do CD-ROM.  Ou seja, um cartão com 10x corresponde à 1,5 MB por segundo.

A outra unidade se refere diretamente à quantidade de transmissão “mínima” !  Ou seja:  um cartão “Classe 4” transfere pelo menos 4 MBPS.  A variação, para cima,  pode ocorrer por conta do processador de  cada câmera.

Existe a idéia de que um cartão muito veloz só teria utilidade para aqueles que filmam pois estes produzem arquivos de forma rápida e sequencial.  Porém, um fotógrafo utilizando arquivo RAW, produz um arquivo bem mais pesado do que um filme, se considerarmos o espaço de tempo em que ele foi criado!

Outro ponto à se considerar é a velocidade do processador de sua câmera.  Se voce possui uma câmera de entrada ou avançada (veja o capítulo do blog sobre “Cameras”  ) , a velocidade do cartão não afetará muito a performance pois ele não será muito exigido com uma produção muito rápida de arquivos pesados!

 

Abaixo, dois cartões do mesmo tipo e capacidade com diferentes unidades de medida de velocidade:

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Capacidade:

No momento de escolher, leve em consideração alguns fatores importantes como a freqüência com que voce trocará de câmera e a forma como voce a utiliza.

Se voce troca a sua câmera por uma outra com o dobro de resolução, seu cartão  perde a metade de sua capacidade!  Se o cartão que voce possuía já era pequeno, ficará ainda menor!

Se voce faz fotografia submarina, ou viaja longas distâncias sem ter onde esvaziar  o cartão, considere um cartão de alta capacidade.  

Pessoalmente, prefiro cartões de tamanho médio uma vez que já tive problemas deixando todas as imagens em um cartão “gigante” !

 

Tipos de Cartão:

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Existem diversos tipos de cartão, sendo alguns em formatos específicos para algumas marcas como a Sony.  Coloco aqui os mais populares.

 

Secure Digital, ou SD

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Este tipo é bem popular nas cameras.  Ele se subdivide em três categorias de acordo com sua capacidade:

SD – entre 2GB e 4 GB de capacidade.

SDHC (High Capacity) – entre 4 GB e 32 GB de capacidade.

SDXC (Extra Capacity) – entre 32 GB e …512 GB (até o momento!)

https://www.sdcard.org/home/

 

Micro SD

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Muito semelhante ao SD, é muito utilizado em celulares.  Geralmente vem com um adaptador para utilizá-lo como um cartão SD de tamanho normal.  O fato de utilizar um adaptador entre ele e a camera pode gerar algum problema na performance do cartão.

 

Compact Flash

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Este cartão é maior e é mais utilizado em cameras profissionais que necessitam de uma velocidade maior.

http://www.compactflash.org

Lendo informações no cartão:

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TRIPÉS

MBP_Tripods_20130711_7680Muitas vezes aparecem dúvidas e questionamentos em relação à compra de um tripé para a câmera: “Preciso de um tripé?” , “O que seria um bom tripé?” , “Quanto devo investir?” .

Colocarei aqui alguns pontos que podem ajudar na compra de um bom tripé.

Um tripé de qualidade será vendido em duas partes: cabeça e pernas.  Essa divisão se justifica pelo fato de que fotógrafos de diferentes áreas e estilos necessitam de alturas e movimentos diferentes na execução de suas imagens.

 

Tripés geralmente são vendidos separadamente cabeça-pernas:

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Pernas:

Elas irão variar de acordo com a altura que o fotógrafo necessite trabalhar.  Independente da altura que o tripé alcance, o número de segmentos/seções deve girar entre três e cinco.  Tripés construídos com segmentos pequenos tem uma grande variação de altura mas não possuem  boa estabilidade.  Certifique-se que o sistema de trava dos pés não seja de plástico e sim de metal.

Existem modelos de tripés que, apesar de possuirem pernas longas, as mesmas se abrem, possibilitando estar mais próximo do chão:  IMG_1767

 

Pés:

A base dos tripés pode variar de acordo com o terreno onde será usado.  Alguns possuem pinos retrateis.  Aqui algumas variações:

Terra Dura:

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Neve:

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Piso Liso:

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Ponta Mista Retrátil: piso sólido ou macio.

 

 

 

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Cabeças:

O tipo de trabalho de cada fotógrafo define o tipo de cabeça mais indicado.  São eles:

Ball Head

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3D Head

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Geared Head (movimento através de engrenagens)

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Cabeça Motorizada:

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Tripé de Mesa (Uma ótima opção para viagens)

images Joby+GP8-BHEN+GorillaPod+Focus+with+Ballhead+X+bundleQuick Release:

Atualmente muitos tripés vem com o sistema de “Quick Release” (liberação rápida) que é composto de uma peça que é presa no tripé e outra que é presa na câmera, as duas através de parafusos.  O encaixe entre ela é rápido, o que facilita a montagem da câmera no tripé, além de fazer com que o posicionamento da câmera seja sempre o mesmo. 

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Material:

O tripé pode ser feito de alumínio ou fibra-de-carbono.  Em dois modelos iguais mas de materiais diferentes, o de fibra-de-carbono será bem mais caro.  Neste critério, vale lembrar que um tripé tem uma vida longa.  Um investimento mais baixo representa carregar o peso por anos e anos… .

 

Fica uma dica:  se for usar o tripé na praia, leve uma caixa de preservativos para proteger os pés da areia!

FLASHES

O flash sempre aparece na lista de compras quando se pensa em um kit básico em fotografia.  A indústria de flashes mudou bastante nos últimos 30 anos, muito mais pelo avanço da tecnologia de uma forma geral do que especificamente pela chegada da tecnologia digital à  fotografia.

Vou colocar aqui informações que deverão ajudar ao leitor no momento de escolher um flash para sua câmera.  Estas informações são genéricas, comuns à qualquer tipo de flash independente de sua marca.  É bom lembrar que estamos falando de “Flash Dedicado” , aqueles que se acoplam à câmera sobre o prisma e não “Flashes de Estúdio” , que funcionam de forma totalmente diferente.

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Modos:

Os flashes podem funcionar em três modos diferentes: Manual, Automático e TTL (Through The Lenses = Através Das Lentes) .

No sistema Manual o flash dispara sempre a mesma potência de luz.  Em muitos modelos é possível regular esta potência em frações: 1/2, 1/4, 1/8… .  A potência escolhida será fixa e o controle do diafragma será definido de acordo com a distância entre o  fotógrafo e o elemento em primeiro plano.

O sistema Automático, como o nome já diz, permite ao  fotógrafo determinar um ISO e um diafragma para trabalhar.  Esta informação é inserida no flash manualmente.  Na parte frontal do flash, há uma fotocélula que mede a potência do disparo em tempo real, controlando para que a intensidade da luz seja suficiente para aquele ISO e Diafragma.

O terceiro sistema,  o TTL, funciona de forma semelhante ao Automático, porém as configurações do flash são copiadas da câmera.  Se voce alterar o ISO da câmera, o flash fará o mesmo.  Se alterar o diafragma, o flash será avisado.  A medição da luz é feita através das lentes com um curto flash antes da foto.  No momento real da foto, o flash é disparado com a potência correta.  Se checarmos a área onde o flash se encaixa na câmera, veremos que cada fabricante tem pontos de contato posicionados em diferentes áreas.  Através destes pontos de contato é que ocorre a transmissão de informações entre câmera e flash.   Se comprarmos um flash do mesmo fabricante que a câmera, não há com o que se preocupar pois os contatos serão compatíveis.  Caso se compre uma marca genérica (recomendo sempre Metz ou Sunpak) , certifique-se que é para a mesma marca da sua câmera.

Contato de flash da Canon:

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Contato de Flash da Nikon:

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Hoje em dia, quase todos os modelos de flash possuem pelo menos dois modos de trabalho, M e TTL.  O Automático começou à sair do mercado com a chegada do TTL e o barateamento desta tecnologia, mas ainda é oferecido em muitos modelos.

Muitas marcas criam modos “alternativos exclusivos” (eTTL, iTTL…) .  Como a variedade é grande, recomendo a leitura dos respectivos manuais de instrução para se informar sobre as diferenças de cada um.

Potência:

A unidade de medida de potência de flashes dedicados é o “Número Guia” , ou “GN” (Guide Number) .   Considero os GN’s  30-40 uma referência para flashes de potência mediana. Quando passa de GN 50, considero o flash potente enquanto abaixo de 30 já seria um flash fraco.

É sempre bom saber  o que este número realmente representa.  O Número Guia é calculado com ISO 100 e é utilizado da seguinte forma:  divida o GN  pela distância entre o flash e o objeto em primeiro plano à ser iluminado.  O resultado será o diafragma correto à ser utilizado.  Assim sendo, se tenho um flash GN 40 e estou à 10 metros do primeiro plano, utilizarei f 4.0!  Estando à 5 metros, f 8.  Com este cálculo temos uma idéia do alcance de cada flash.  É importante notar que, estando nos EUA, um flash pode ser anunciado com um GN mais alto que o mesmo modelo vendido em outros países.  No caso dos EUA, o GN é para se dividido por “Pés” (01 Pé = 30,48 cm) , daí o número maior.

Aqui vemos a tabela para configuração manual de um flash com GN 20.  Para checar o GN exato, basta buscar a linha de ASA 100, encontrar o diafragma e multiplicar pela distância no alto da coluna acima do mesmo f stop.

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Bateria Externa:

Para aqueles que necessitam de potência e rapidez recomendo a compra de uma bateria externa.  Estas baterias fornecem energia de uma forma que permite uma recarga muito rápida do flash, além de um tempo bem mais longo sem a necessidade de troca.  Um ponto importante na escolha da bateria é que ela seja compatível com a voltagem do flash.  No mercado em geral, temos flashes que funcionam com quatro pilhas (6 Volts) e seis pilhas (9 Volts) , escolher a bateria errada causará problemas no flash, quando não a perda do mesmo.  Ao comprar a bateria, deve-se comprar também um cabo de alimentação específico para o modelo de flash com o qual será utilizado.

Algumas baterias externas da  Quantum Instruments:

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LENTES

Comprar lentes pode ser algo delicado e confuso se voce não tiver a menor idéia do que representam alguns números que aparecem no corpo das lentes.  O resultado final é muito semelhante à compra de câmeras onde o consumidor se decepciona quando descobre que comprou muito menos ou muito mais do que realmente necessita.  Antes de mais nada, é importante ressaltar que duas lentes com as mesmas características podem ter preços bem diferentes por conta da construção das mesmas.  No mercado de lentes, assim como no das câmeras, existem lentes voltadas para aqueles que querem apenas “brincar” com fotografia e outras, com mais qualidade e mais sofisticadas, voltada para profissionais.  Vou colocar aqui os pontos mais relevantes para que o leitor possa entender e decidir melhor sobre o que comprar!

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Distância Focal:

Imagine que voce está na entrada de um túnel bem longo.  Quando voce olha para a saída, no fim do túnel, bem distante,  seu campo de visão se restringe apenas àquilo que está literalmente à sua frente ! Se voce está próximo à saída, seu campo de visão se amplia e voce vê muito mais detalhes.  Isso posto, podemos dizer que quando a “Distância Focal” é longa, seu campo de visão se estreita!  Quando a “Distância Focal” é curta, seu campo de visão se amplia!  Portanto, em uma lente de 20 mm, seu campo de visão é mais amplo do que em uma lente de  24 mm.

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Não é apenas o seu enquadramento que se altera quando as distâncias focais são alteradas.  Vejamos estas imagens abaixo:

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Como vemos, diferentes distâncias focais alteram não apenas o enquadramento como também a relação/proporção entre o primeiro e o segundo plano.   Podemos ter uma idéia sobre estas alterações neste video:

Para fazer este filme, a câmera se afasta do elemento principal (Dolly Out) ao mesmo tempo que em usa o zoom para se aproximar (Zoom In) na mesma proporção, fazendo com que o objeto em primeiro plano permaneça quase que inalterado enquanto o fundo se aproxima (ou se afasta, dependendo de onde se inicia).  Como vemos, é um movimento muito comum em cinema e que muitas vezes passa desapercebido.  O nome técnico é “Vertigo Shot” , nome do filme de Hitchcock no qual o mesmo criou e utilizou esta técnica pela primeira vez.

Primeira utilização – Vertigo (1958)

Filmes Diversos

O Mais Longo

Tutorial

Podemos dividir as lentes em três categorias:  Grande-angular, Normal e Teleobjetiva!

Por “normal” , entende-se sendo uma lente que tenha o enquadramento aproximado ao olho humano, no caso de câmeras de formato pequeno (formato 35 mm) como as que falamos anteriormente, a lente “normal” é uma lente de 50 mm.  Qualquer distância focal menor que 50 mm é considerada uma lente “Grande-angular” !  Qualquer lente acima de 50 mm, é considerada uma “Teleobjetiva” !  As variações são proporcionais a cada lente.   A diferença entre uma 19 mm e uma 17 mm é grande enquanto a diferença entre uma 100 mm e uma 110mm já não é tão grande assim!

Uma lente grande-angular tende a distorcer a imagem.  O que está próximo fica muito grande enquanto o que está um pouco mais distante fica bem menor.dog-1

Com uma teleobjetiva, as proporções permanecem mais preservadas, mas elas aproximam o fundo do primeiro plano, além de desfocar mais o fundo da imagem.

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Sempre me perguntam que lentes comprar!  Respondo sempre perguntando o que querem fotografar!  Se voce pretende fotografar situações dentro de uma ambiente fechado, busque uma lente bem ampla, grande-angular.  Se voce quer fotografar esportes ou leões na África, busque uma teleobjetiva mais longa.  Sempre que fotografar pessoas ou produtos, procure utilizar lentes com distância focal próxima à 100 mm (algo entre 80 mm e 120 mm) pois nesta área as proporções naturais são mantidas.

Outro ponto confuso são aquela “letrinhas” que aparecem nas especificações da câmera.  Coisas como:

AF-S NIKKOR 200mm f/2G ED VR II

Cada uma destas letras/números indica algo em relação à construção e compatibilidade da lente com as câmeras.  Seguem abaixo alguns links com as explicações de cada código:

Canon/Nikon/Sigma/Olympus/Tokina…

http://photo.stackexchange.com/questions/496/what-do-all-those-cryptic-number-and-letter-codes-in-a-lens-name-mean

Sigma

http://www.photographers-resource.co.uk/photography/lenses/Sigma_Lens_Codes.htm

Tamron

http://www.photographers-resource.co.uk/photography/lenses/Tamron_Lens_Codes.htm

Voltando à um ponto do tópico da semana passada, as lentes podem ser  para câmeras DX ou FX.  Se voce possui lentes para sensores DX (24 mm x 18 mm) e compra uma câmera FX (36 mm x 24 mm) terá problemas nos cantos das imagens uma vez que a lente não tem a capacidade de cobrir todo o sensor!  Não há problemas quando voce utiliza uma lente FX em uma câmera DX, mas o oposto sim gera problemas!

Outra divisão entres as lentes é a escolha entre lentes Zoom e Fixas.  Lentes fixas geralmente tem um bom diafragma (f 2.8 ou mais aberto ainda) e, por razões técnicas, uma qualidade superior às lentes zoom!  As lentes zoom tem a distancia focal variável, o que facilita o trabalho principalmente para fotógrafos de evento.  Eu recomendo evitar comprar lentes zoom muito longas como 18-300 mm ou coisas do gênero.  Em uma lente zoom, toda a vez em que voce “estica” a lente, voce está criando um “túnel” mais longo para a luz que entra pela lente percorrer.  Por isso, geralmente as lentes zoom vem com dois números mostrando a distância focal mais curta (18 mm) e a mais longa (200 mm), seguidas de outros dois números mostrando o diafragma mais aberto nas duas distâncias focais (3.5-5.6) , como vemos na imagem abaixo:

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Ao comprar lentes usadas, além da verificação externa, cheque se há fungos ou poeira demais.  Para tanto, olhe a lente pela frente enquanto acende uma lanterna encostada na parte traseira da mesma.  Fungos e poeira poderão ser vistos destra forma.  Toda a lente terá alguma poeira uma vez que o deslocamento do ar interno causado pelo movimento de foco sempre puxará alguma poeira para dentro da câmera.

Na semana que vem abordarei os flashes portáteis!

CAMERAS

Acho que não há um curso que eu ministre que não aborde o assunto de compra de equipamentos!  Desde as mais simples câmeras até o mais sofisticado flash de estúdio, os problemas são os mesmos no momento da compra:  pouca informação, seja por parte do comprador, seja por parte do vendedor.  O resultado é uma compra que nem sempre satisfaz, seja pelo equipamento ter funções abaixo da expectativa, seja pelo mesmo possuir funções demais!

À partir de hoje, em todas as Segundas, colocarei aqui informações referentes à escolha do equipamento mais conveniente para cada um que deseje se aventurar na fotografia.  Começarei com aspectos da câmera, passando por lentes, flashes, tripés, equipamentos de estúdio e outros acessórios.   Caso o leitor busque informações mais detalhadas, entre em contato direto comigo!

Câmeras

Sempre escuto pessoas falando sobre “câmera semiprofissional” .  A primeira pergunta que me vem à cabeça é: o que seria uma “câmera semiprofissional” ?  Alguém já contratou um advogado “semiprofissional” ?   Algum médico ou dentista utiliza equipamento semiprofissional em seu trabalho?

Na fotografia existem várias categorias de equipamento, alguns voltados para profissionais, outros para amadores,  e assim é com as câmeras.  O que se convencionou  a chamar de “semiprofissional” são as câmeras com o sistema “reflex” , um sistema de espelho e prisma que faz com que, olhando pelo visor traseiro da câmera, vejamos exatamente a mesma imagem que será “enviada” para o sensor da câmera, mostrando ao fotógrafo características como saturação e contraste da forma mais fiel possível.  Outras câmeras, ou possuem um visor direto ou uma imagem vista através de um monitor onde o mesmo altera características da imagem.

Sistema Reflex

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Visor Direto (Rangefinder)

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Estas câmeras  são chamadas hoje de DSLR (Digital Single Lens Reflex) , ou Monorreflex Digital.  Elas se subdividem em três categorias: Entrada, Avançada e Profissional.  Esta divisão visa atender ao mercado onde o consumidor pode escolher a câmera de acôrdo com seu interêsse de se aprofundar em fotografia.  Provavelmente voce está se perguntando como diferenciar cada uma das categorias!  Existem vários diferenciais: construção, performance, funções, automatização, processador, qualidade do sensor e outros detalhes, além do valor, pois há uma diferença proporcionalmente grande entre cada categoria.  Podemos traçar um paralelo e dizer que a diferença seria a mesma que há entre um carro 1.0, outro 2.0 e um Hummer!  Todas as tres categorias, assim como os carros, vão te levar do “Ponto A” para o “Ponto B” , mas o resultado e a execução serão diferentes.

Uma câmera profissional terá um sensor digital maior e mais moderno, gerando um arquivo grande e pesado, além de uma construção mais robusta.  Devido à este sensor maior, a câmera deverá possuir um processador bem veloz.  Uma coisa é fazer 2 fps (frames per second = fotos por segundo) em uma câmera com 12 MP, outra é fazer 8 fps com um sensor de 36 MP,  isso sem contabilizar que uma câmera profissional possui um sensor de última geração que gera menos ruído (noise) , o autofoco é mais rápido e a capacidade de absorver detalhes em áreas críticas (áreas muito claras/muito escuras) maior

Coloco abaixo uma tabela com o ranking de câmeras:

hierarquiacams1Outro ponto importante é o tamanho do sensor.  A chegada da digitalização à fotografia alegrou bastante os fabricantes de câmera.  Até então, quando se investia na compra de uma câmera, era para durar bastante!  À partir da digitalização a troca de câmeras passou à ser constante.  No mundo profissional, câmeras com mais de dois anos já começam à ficar obsoletas.  No meio amador poderíamos dizer que a duração média de uma câmera gira em torno de quatro/cinco anos.  No início, as opções de câmeras digitais se restringiam à câmeras profissionais de alta performance ou câmeras automáticas, pequenas e sem controles eficientes.  Para popularizar e vender mais, a solução foi reduzir o tamanho do sensor.  Ele passou de 36 mm x 24 mm para 24 mm x 16 mm.  Como conseqüência, as imagens tem menor resolução e não necessitam de um processador digital ultra-rápido, elementos que reduzem o custo.  Em compensação, a qualidade cai, assim como a velocidade na execução da foto.  Como a área do sensor é menor, as lentes também são reduzidas e abrangem um campo menor, o que gera problemas quando voce utiliza uma lente construída para um sensor pequeno em uma câmera com um sensor grande.  O oposto, uma lente construída para um sensor grande, não apresenta problemas em uma câmera com o sensor pequeno.  As denominações destes sensores são DX (24 mm x 16 mm) e FX (36 mm x 24 mm) .

Tamanho do sensor em relação à imagem gerada por cada lente:

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O enquadramento também é alterado!

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Pelo tamanho do espelho já é possível notar a diferença de tamanho entre os sensores:

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A imagem de cima mostra um sensor FX com uma lente DX.  A imagem de baixo mostra o mesmo sensor com a lente correta.

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Para aqueles que compram câmeras usadas existe sempre a preocupação de saber quantas imagens já foram clicadas.  Para descobrir isso, peça ao vendedor que te envie uma imagem recente da câmera.  Abra esta imagem no Photoshop, vá até a barra superior e siga a “trilha” : File -> File Info -> Advanced -> Schema -> aux: ImageNumber:  .  Ali voce encontrará o numero de clicks da câmera, independente do número sequencial do arquivo.

Semana que vem escreverei sobre lentes!